História de Assis


O primeiro desbravador da região compreendida entre os rios Paraná, Paranapanema, Peixe e Pardo, foi o mineiro José Teodoro de Souza, que ali chegou em 1855, tomou posse dessas terras e fundou Campos Novos do Paranapanema e Conceição de Monte Alegre hoje Distrito de Paraguaçu Paulista.

Na mesma época , natural de Baependi-MG, o Capitão Francisco de Assis Nogueira adquiriu terras de seu amigo José Teodoro de Souza, fazendo em 01 de julho de 1905, doação de 80 alqueires para constituição de um patrimônio.

A doação foi recebida pela paróquia de Campos Novos do Paranapanema (hoje Campos Novos Paulista) sob invocação da Sagrado Coração de Jesus, São Francisco de Assis e Obra Pia do Pão de Santo Antônio.

O povoado que se originou tomou o nome do doador, Assis, e se desenvolveu em torno da modesta capela de pau-a-pique coberta de sapé, erguida no local onde hoje se situa a Catedral.

Após o extermínio, expulsão ou domesticação dos Xavante e Caiuá, os novos ocupantes tiveram como atividade econômica predominantemente a plantação de roças de milho, de fumo e a criação de porcos.

Vindos de Campos Novos pelos campos dos espigões, passando pelas nascentes do córrego Santa Rosa, transpondo o córrego Bebedouro e a seguir os rios Pari e Viado, os carreiros e tropeiros faziam pouso na barra do rio Taquaral, onde veio a se formar a cidade de Platina. Utilizando o espigão existente entre os córregos Faxina, Prato e Lageado, do lado esquerdo e o Óleo do lado direito, indo até a barra do córrego do Barreiro no Pirapitinga e cruzando as águas denominadas Funda, Caçador, Pavão e Matão, os viajantes encontravam no divisor de águas, lovalizado entre a Barra Funda e o Jacu, seu próximo ponto de parada. Este estava situado próximo ao ponto onde hoje se localiza o prédio do Museu Histórico de Assis.

A existência da pousada na proximidade do córrego do Jacu e dos caminhos que para ela convergiam, certamente, influenciou na localização da Cidade de Assis. O capitão Francisco de Assis Nogueira, antigo residente de Avaré, desde 1890, utilizava como morada, na fazenda Taquaral, aquela casa. Em 1º de julho de 1905 o capitão Francisco de Assis Nogueira fez a doação registrada na paróquia de São José de Campos Novos do Paranapanema, na décima gleba da divisão da fazenda Taquaral, comprada de José Teodoro de Souza, "...setenta alqueires de terrenos em matas virgens, para serem demarcados em qualquer lugar na sorte de terras de sua propriedade a margem direita do Rio Paranapanema e no fundo do Rio Pari...para que se pretendia erigir sob a invocação do Sagrado Coração de Jesus, tendo também como orago Seráphico São Francisco de Assis...por voto..."

Outro fato fundamental para o crescimento do patrimônio e sua separação de Campos Novos foi a extensão da Estrada de Ferro Sorocabana. A partir de Botucatu a estada de ferro começou a se desviar do traçado que acompanhava o espigão do rio Tietê. Cruzou o rio Pardo e seguiu pelo divisor deste e do rio Paranapanema até Outinhos. Não passou por Campos Novos, Platina e Conceição de Monte Alegre. Foi a partir de Assis que, margeando o Paranapanema, retomou o sentido do espigão atingindo Quatá.

A expectativa da chegada dos trilhos ferroviários, as oportunidades que esse sistema de transporte e comunicação geravam e a vinda dos primeiros trabalhadores envolvidos em tal empreita fizeram do ano de 1913 um marco no crescimento de Assis. Até então a vila apresentava características funcionais voltadas quase exclusivamente para a vida rural. As atividades comerciais como padaria, armazém, serraria, máquina de beneficiar algodão e de arroz, olaria, açougues suínos e bovinos, atendiam primordialmente a população do campo. foi em 1913 que se estabeleceu a primeira farmácia e chegou a assis seu primeiro médico: Dr. José Vieira da cunha e silva. Neste ano foi instalada a primeira sala de aula, partivular, tendo como professor o Capitão Francisco Rodrigues Garcia, que atendia as crianças das vinte residências urbanas, então existentes.

A estrada de ferro Sorocabana chegou a Assis em 1914, mas a preparação da elevação de Assis e município se deu através das condições exigidas na lei estadual nº1038, de 19 de dezembro de 1906, na presidência de Jorge Tibiriçá.

Assim a Lei Estadual nº1581, de 20 de dezembro de 1917 criou o município de Assis desmembrando-o de Platina. Sua primeira demarcação envolvia mais duas fazendas: a Taquaral e a Fortuna. Sua instalação, porém só se deu em março de 1918.

Na área educacional fez-se presente o Externato Sagrado coração de Jesus, com as professoras Alice Feitosa e Antonieta Ambrogi, a Escola de comércio São Luiz, subvencionada pela Prefeitura Municipal, o Ginásio de Assis que depois mudou para Marília. A igreja investiu no setor de educação formal criando o Colégio santa Maria que começou a funcionar em 1940. Havia o seminário Diocesano que iniciou suas atividades em 1936.

Quando foi para o prédio próprio o prédio original se transformou no primeiro orfanato de Assis, Casa da Menina. A igreja implantou o primeiro ginásio masculino, que também possuía internato que passou a ser dirigido pelo Pontifício Instituto das Missões Estrangeiras, na Vila Ouro Verde, hoje abrigando o Instituto Educacional de Assis e a Universidade Paulista, UNIP. Na década se consolidou, mas que deu origem aos esforços da comunidade para trazer um Instituto Isolado de Ensino Superior que na sua criação em 1958, pelo Governador Carvalho Pinto, funcionou no Colégio Santa Maria. Hoje é a Faculdade de Ciências e Letras, Campus de Assis, da Universidade Estadual Paulista.

Em Assis, em função do que rezava o documento de doação das terras para a igreja, os lotes vendidos deveriam dar dois e meio por cento à igreja católica. O principal equipamento às questões da Saúde instalado no período foi a Santa Casa de Misericórdia. Instituída em sessão de 7 de dezembro de 1919, e instalada a 8 de dezembro de 1920, veio a constituir-se como Irmandade, por decreto do bispo Dom Antônio José dos Santos, em 14 de junho de 1930. 

A Mitra Diocesana doou 10 alqueires de terra à Irmandade para aumentar seu patrimônio. A Santa Casa recebeu constantes melhoramentos e reformas. Atuaram na parte clínica, nas duas primeiras décadas de seu funcionamento, os médicos: Symfronio alves dos Santos, Antonio Balltazar de Abreu Sodré, Lycurgo de Castro Santos, José Castro Valente, Roberval Roche Moreira, José Vieira da Cunha e Silva, Vicente Mercadante e Maurício de Castro Santos Filho. Na gestão do prefeito José augusto Ribeiro, 1948-1951, foi implantado o Hospital Regional da Sorocabana, prestando relevantes serviços aos ferroviários da Estrada de Ferro Sorocabana.

O intenso movimento forense de Campos Novos Paulista em função das demandas de terras nas regiões próximas de Assis contribui para a transferência da Comarca para esta cidade. Essa designação se deu pela Lei Estadual nº 1630-A de 26 de dezembro de 1918 e foi instalada em 15 de março de 1919 e seu primeiro juiz foi Joaquim Smith de Vasconcelos. Em função desta lei também começa a funcionar a primeira delegacia de Polícia.

Em função da Igreja Católica ser proprietária das terras urbanas, influenciava nos traçados das vias urbanas como também na disseminação de sua doutrina. Assim em 30 de novembro de 1928 é criada a Diocese de Assis, com a promulgação da bula Papal de Pio IX.

Concretamente, até os anos oitenta, pouco se normatizou de forma efetiva sobre o parcelamento, o uso e a ocupação do solo urbano. A manutenção da malha em xadrez, sem consideração das condições geotécnicas do sítio, mostrou rapidamente seus efeitos negativos, com o aparecimento das primeiras erosões urbanas.

O Aniversário de Assis é em 1º de Julho.

Gentílico: assisense 

Fonte:IBGE.


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